Objeto-espaço-vestível-dialógico (ideias iniciais)

    Inicialmente, a partir da  leitura do texto "Design: obstáculo para a remoção de obstáculos?" de Flusser e de um diálogo em trios, foi proposta a elaboração de um objeto que fosse vestível, como uma roupa, mas se estendendo além da utilidade da vestimenta, e que dialogue tanto com o espaço quanto com a interação humana com esse. 

    Sendo assim, minha ideia inicial foi elaborada partindo da crônica "Amor" de Clarice Lispector. Nesse texto, um dos pontos mais relevantes da história é acerca da epifania da personagem, a qual, por meio da observação de um cego mascando chiclete, essa tem um súbito reconhecimento de si mesma. 

    Partindo dessa narrativa, o objeto seria uma espécie de estrutura (como um acessório) que ficasse em parte da cabeça e se estendendo até o olho, fazendo uma armação em seu entorno. O objetivo, então, é "proporcionar a observação do mundo a partir de uma nova lente", consoante interpretações da crônica. Dessa forma, essa nova percepção permitiria a observação de fatos que normalmente não são focos de nossa atenção e permitiria a vizualização do eu no outro, trazendo uma percepção de si mesmo, semelhante a obra de Clarice.  

    Além disso, como o texto de Flusser traz essa perspectiva da preocupação com o design, a elaboração do meu objeto foi pensada como um adorno decorativo, um acessório. Para isso me inspirei em produções de duas marcas: Iris Van Herpen e Schiaparelli, e na maquiagem da Lady Gaga no Met Gala 2019.



Esboço ainda pouco elaborado.

                     
Schiaparelli.


Iris Van Herpen.

Lady Gaga. Met Gala 2019.



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